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| Prémio BES Biodiversidade |
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A preservação da natureza também contribui para a competitividade das empresas.
Ano após ano, e desde 2008, o BES tem vindo a premiar a biodiversidade na economia nacional. Um fatorfactor com peso crescente nas exportações nacionais.
Pelo sexto ano consecutivo, o BES premeia as melhores práticas ao nível da biodiversidade em Portugal, desta vez na vertente empresarial. Um plus de 40 mil euros que de há uns anos para cá tem contribuído para que as grandes ideias no campo da preservação da natureza e da biodiversidade se afirmem no mercado nacional e fora de portas.
Desde 1986 que o conceito da biodiversidade, aliado a uma cada vez maior tomada de consciência a ele aliado, tem ganho um peso crescente entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos informados, cada vez mais preocupados com a extinção crescente de espécies na natureza observada desde as últimas décadas do século XX. Um movimento a que o Banco Espírito Santo se quis associar desde 2008, através da criação de um incentivo anual aos projetos mais inovadoras nesta área. Juntamente com o BES, participam na iniciativa o CIBIO, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, cujo principal mecenas é o banco liderado por Ricardo Salgado, e o Instituto para a Conservação das Florestas, que se associa enquanto elemento do júri.
Qual o denominador comum entre um lince ibérico, uma vinha do Douro e uma leguminosa? Aparentemente nenhum. Mas tudo muda se pensarmos que aquele animal está em vias de extinção, as vinhas onde é produzido o vinho do Porto quase acabaram com os habitats naturais da região e as leguminosas são cada vez mais uma produção preocupada com a conservação da natureza. Estes são os princípios que nos últimos anos têm norteado a atribuição do prémio Biodiversidade BES, que valoriza essencialmente empresas e associações que dão uma importância particular à componente da natureza nos seus fatoresfactores competitivos e idealísticos.
O Prémio BES Biodiversidade, atribuído pela primeira vez há cinco anos atrás, tem como objetivo principal promover e premiar a cultura orientada para a inovação. Muitos dos projetos vencedores já dão cartas no mercado doméstico e além-fronteiras, contribuindo para o aumento das exportações nacionais. A Bioalvo, uma biotecnológica liderada por Helena Vieira, líder em Portugal na área dos ingredientes de origem marinha para aplicações cosméticas e farmacêuticas, e premiada pela instituição financeira em 2011, conseguiu o seu primeiro parceiro norte-americano no ano passado. Trata-se do grupo farmacêutico AlphaVektor, cujo objetivo é desenvolver em parceria projetos que se afirmem numa das indústrias mais concorrenciais a nível mundial. A filosofia do prémio visa igualmente estimular pessoas, entidades e outras formas de associação a trazerem para o terreno conhecimentos aliados à investigação, de modo a conseguirem conjugar, de forma e?caz e pedagógica, a gestão da biodiversidade com o conhecimento empresarial, promovendo o empreendedorismo através da inovação.
Conceitos cada vez mais importantes para a afirmação das empresas no século XXI. As tecnologias de ponta casadas com a preservação da natureza são cada vez mais uma vantagem competitiva num mercado dominado pela concorrência, onde um consumidor final exigente e informado premeia crescentemente práticas inovadoras e preservadoras do meio ambiente.
Os projetos atée agora distinguidos têm valorizado essencialmente iniciativas empresariais e associativas que consigam repercussões importantes mas também a aplicabilidade do conhecimento com conservação e gestão da biodiversidade. Neste alargado leque, incluem-se ainda projetos inovadores que tenham como objetivo o desenvolvimento e aplicação de tecnologias de ponta e processos de baixo impacto sobre o ambiente, que promovam, em simultâneo, a utilização dos recursos naturais.
A pesar na decisão do júri – sempre composto por cinco personalidades de reconhecido mérito ligadas ao estudo e preservação da biodiversidade e à inovação empresarial na área do uso sustentável dos recursos – estão ainda fatoresfactores como a e?caz divulgação das ideias e a possibilidade de replicação das metodologias e tecnologias apresentadas em projetos similares.
O Prémio BES Biodiversidade integra um programa mais vasto destinado a dar cumprimento ao Compromisso BES pela Biodiversidade, subscrito em maioMaio de 2007 – Business & Biodiversity, uma estratégia inédita no setorsector financeiro português de compromisso e apoio à conservação da biodiversidade em Portugal.
Prémios BES Biodiversidade
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5ª edição - 2012 |
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4ª edição - 2011 |
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3ª edição - 2010 |
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2ª edição - 2009 |
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1ª edição - 2008 |
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A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, uma das mais importantes ONG na área do ambiente, foi a vencedora do primeiro prémio BES Biodiversidade em 2008, no valor de 75 mil euros. A SPEA é uma organização não-governamental sem fins lucrativos da área do ambiente que tem por missão o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para o usufruto das gerações futuras.
Qualquer pessoa pode fazer parte dela. Basta ter uns binóculos, sendo os mais aconselhados os que têm uma ampliação entre 8x e 10x e uma abertura/diâmetro de lente entre 30 e 50 mm, um telescópio, embora este não seja obrigatório, saber utilizar um guia de campo, onde sejam tidos em conta os desenhos ou fotografias e um caderno de campo, para anotar os pormenores das aves observadas.
Noudar é um local único no mundo. De um lado Portugal, o Alentejo a perder de vista, do outro a estremadura espanhola, a mesma paisagem mas línguas e costumes diferentes. No meio Barrancos, a pequena aldeia que se impôs na defesa da tradição taurina. A recuperação do castelo medieval foi uma árdua luta, como agora o é a recuperação do lince ibérico, mais uma espécie em vias de extinção na Península Ibérica.
Os primeiros resultados valeram ao Parque de Natureza de Noudar o prémio Biodiversidade BES em 2009, que partilhou com o projeto “Um novo modelo de vinha na região do Douro”, do grupo The Fladgate Partnership. Neste caso, o objetivo é desenvolver um novo modelo de cultivo das vinhas do Douro que ponha fim ao rasto de destruição elevada destas plantações, resultado da erosão que minou os terrenos e da consequente perda de biodiversidade desde a década de 80. O grupo empresarial utiliza a tecnologia laser desde 2002 para construir novos socalcos, mais estreitos, e com uma única linha de videiras, a fim de continuar a aliar a produção do vinho de Porto com a preservação da natureza. O novo modelo não só evita a erosão dos solos como integra as ervas no ecossistema, dispensando a utilização de herbicidas nocivos e aumentando a biodiversidade.
O projeto “Conservar o Lobo em Portugal: da Teoria à Prática” foi o vencedor do prémio BES Biodiversidade em 2010.
Liderado pelo professor Francisco Petrucci Fonseca, a investigação destina-se a promover a conservação desta espécie em Portugal. A prioridade da iniciativa, apoiada pelo Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, vai para três áreas: promoção de medidas práticas de conservação; investigação; educação ambiental. O lado prático está contemplado no programa Cão de Gado, que desenvolve a investigação e o uso de métodos de prevenção de prejuízos causados pelo lobo ibérico no gado. Segundo Francisco Petrucci Fonseca, “a seriedade do projeto e o empenho da equipa, composta por um conjunto de cientistas e voluntários que acreditam na viabilidade dos objetivos do mesmo e na preservação da espécie, foram essenciais para que este tenha sido o grande vencedor do prémio. Este é o resultado de esforços reunidos por um conjunto de pessoas que há largos anos encaram este como o seu projeto de vida e carreira”.
O Prémio BES Biodiversidade 2011 foi atribuído, em ex-aéquo, ao projetoprojecto de um banco de dados de extratos naturais desenvolvido pela empresa de biotecnologia Bioalvo e ao projeto de conservação de pastagens ricas em leguminosas da empresa Fertiprado e do Instituto Nacional de Recursos Biológicos.
A biotecnológica liderada pela empreendedora Helena Vieira conseguiu o seu primeiro cliente americano no ano passado, o grupo farmacêutico AlphaVektor, sendo. E é líder em Portugal para a área dos ingredientes de origem marinha para aplicações cosméticas e farmacêuticas. Já a Feriprado tem como lema “O gado merece, a terra agradece” e focaliza a sua produção no desenvolvimento de novas variedades de sementes e nutrientes, como produtos e multiplicação de outros materiais, concessionados pelo INIA, o instituto estatal com atribuições sobre a investigação agrária e veterinária.
O ano passado, o BES premiou a investigação e preservação do Lobo-Marinho, uma das espécies de focas mais raras do mundo em vias de extinção.
O mérito vai para o Parque Natural da Madeira, que decidiu lançar um projeto de longo prazo para recuperar e conservar a espécie. Os lobo-marinho começaram a entrar em declínio devido à caça e à pesca quando os portugueses chegaram à Madeira, há mais de 500 anos. Em 1988, aquele parque decidiu apostar na proteção do habitat e na criação da Reserva Natural das Ilhas Desertas, com a construção de infraestruturas de apoio e um sistema de vigilância permanente, através de três vigilantes em turnos de 15 dias, com rendições asseguradas pela Marinha Portuguesa.
Em resultado da iniciativa, a população de lobos-marinhos passou de oito para 40 mas os cientistas continuam céticos, considerando que este é o único caso em todo o mundo em que aconteceu uma reversão da extinção. Em todo o mundo existem hoje apenas 300 espécies e a população da Madeira é a única que está a crescer.
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